quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

REVELAÇÃO DO AMIGO SECRETO DO VALE DAS SOMBRAS PARA MARIA GORETI

Olá minha querida amiga Maria Goreti, quero te dar um grande e gostoso abraço e lhe desejar um ótimo final de ano e um começo explendido de 2008.

Beijos de seu amigo secreto: Paulinho Di Andrade


Os três amigos

Certa vez tive um amigo que era carne de minha unha, seu nome; Messias. Andávamos juntos pra cima e pra baixo. Um dia ele pediu meu álbum de figurinhas emprestado, eu sempre tive o maior cuidado com meus livros e revistas, e eu disse não. Pra quê fui dizer aquilo?
_Como pode falar não pra quem sempre teve do seu lado? Esqueceu quem é seu amigo de verdade? Sempre fiz tudo por você! Ingrato!
No dia seguinte, no campinho, percebi que meus coleguinhas tinham virado a cara pra mim.
Logo vi que meu ex-melhor amigo fizera-lhes a cabeça. Voltei pra casa com minha lata de leite Mococa cheia de bolinhas de gude e chorei a tarde inteira. O meu melhor amigo que antes brigava tanto por mim, tirou-me todos os amigos que tinha.

Foi num dia sem graça, pra mim, que ouvi alguém me chamando no portão de casa. Corri até a janela e vi; era o Luiz, o menino mais chato da turma. Ninguém gostava dele. Pois o mesmo tinha um hábito ridículo de ficar apontando os erros da gente.
_Vamos brincar?
_?...
_Sei que tá todo mundo de mal de você!
_Péra que já vou...

Brincamos de bolinha a tarde toda. Éramos muito parecidos. Os coleguinhas que não gostavam dele por ser um menino chato, agora não gostava de mim também, por ser ingrato.
Lembro-me quando houve uma briga feia no campinho. De longe não dava pra saber quem brigava. Corri até lá e... era o Messias quem apanhava da molecada devido a sua amizade duvidosa. Entrei na briga, não contra o Messias e sim para ajudá-lo, pois achei tremenda covardia oito moleques baterem em um só. Oito contra dois. Apanhei bastante.
De repente aconteceu algo estranho. A molecada começou a cair de maduro na terra dura do campinho, um por um. Era o Luiz quem havia chegado. Ele num era nenhum fortão, mas era bom de rasteira. A molecada saiu correndo e eu todo machucado mal podia respirar. Meu ex-amigo Messias tava todo sujo de sangue que escorria do nariz. Nos olhamos e... Caímos na gargalhada. Éramos amigos novamente.
Tempos depois, já crescidos, cada um seguiu seu caminho.
O Luiz tornou-se professor de capoeira e foi morar em Pernambuco. O Messias perdeu a visão do olho esquerdo numa briga de bar, mais tarde tornou-se pastor evangélico da igreja pentecostal Deus é Amor. Eu?... Ah... Eu estou aqui contando nossa história.

Um comentário:

Maria Goreti disse...

Olá, Paulinho!

Obrigada pelo presente, amigo já não secreto, rs.
Amei o conto! Vou levá-lo para um tópico na Comunidade Sonho de Poeta e também, é claro, no Vale das Sombras.
Gostei muito de participar da brincadeira. Me soube conduzi-la muito bem!
Parabéns, Me!
Parabéns e obrigada, meu novo amigo, Paulinho!
Beijos na alma.
Maria Goreti