segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

REVELAÇÃO DO AMIGO SECRETO DO VALE DAS SOMBRAS PARA FLÁVIA PEREZ


SE MINHAS MÃOS PUDESSEM DESFOLHAR

Eu pronuncio teu nome
nas noites escuras,
quando vêm os astros
beber na lua
e dormem nas ramagens
das flolhas ocultas.
E eu me sinto oco
de paixão e de música.
Louco relógio que canta
mortas horas antigas.

Eu pronuncio teu nome,
nesta noite escura,
e teu nome me soa
mais distante que nunca.
Mais distante que todas as estrelas
e mais dolente que a mansa chuva.

Amar-te-ei como então
alguma vez? Que culpa
tem meu coração?
Se a névoa se esfuma,
que outra paixão me espera?
Será tranqüila e pura?
Se meus dedods pudessem
desfolhar a lua!!

Federico García Lorca
In:"Livro de Poemas"


Da tua amiga secreta, Feliz Ano de 2008.

JULLY

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

REVELAÇÃO DO AMIGO SECRETO DO VALE DAS SOMBRAS PARA SIRLEI

"Sirlei"



"Espero que voce tenha gostado do presente,e quero dizer tambem
que adorei essa brincadeira de amigo secreto virtual,muito boa mesmo!
Serviu para conhecer pessoas novas,fazer novas amizades uma oportunidade de divulgar nosso trabalho,enfim...
Sirlei,que esse ano que esta para chegar lhe traga muita paz,amor e sucesso!!

"Um fodastico 2008 para voce e sua familia."



Beijos e Abraço...do palhaço!hahaha!

REVELAÇÃO DO AMIGO SECRETO DO VALE DAS SOMBRAS PARA MARIA GORETI

Olá minha querida amiga Maria Goreti, quero te dar um grande e gostoso abraço e lhe desejar um ótimo final de ano e um começo explendido de 2008.

Beijos de seu amigo secreto: Paulinho Di Andrade


Os três amigos

Certa vez tive um amigo que era carne de minha unha, seu nome; Messias. Andávamos juntos pra cima e pra baixo. Um dia ele pediu meu álbum de figurinhas emprestado, eu sempre tive o maior cuidado com meus livros e revistas, e eu disse não. Pra quê fui dizer aquilo?
_Como pode falar não pra quem sempre teve do seu lado? Esqueceu quem é seu amigo de verdade? Sempre fiz tudo por você! Ingrato!
No dia seguinte, no campinho, percebi que meus coleguinhas tinham virado a cara pra mim.
Logo vi que meu ex-melhor amigo fizera-lhes a cabeça. Voltei pra casa com minha lata de leite Mococa cheia de bolinhas de gude e chorei a tarde inteira. O meu melhor amigo que antes brigava tanto por mim, tirou-me todos os amigos que tinha.

Foi num dia sem graça, pra mim, que ouvi alguém me chamando no portão de casa. Corri até a janela e vi; era o Luiz, o menino mais chato da turma. Ninguém gostava dele. Pois o mesmo tinha um hábito ridículo de ficar apontando os erros da gente.
_Vamos brincar?
_?...
_Sei que tá todo mundo de mal de você!
_Péra que já vou...

Brincamos de bolinha a tarde toda. Éramos muito parecidos. Os coleguinhas que não gostavam dele por ser um menino chato, agora não gostava de mim também, por ser ingrato.
Lembro-me quando houve uma briga feia no campinho. De longe não dava pra saber quem brigava. Corri até lá e... era o Messias quem apanhava da molecada devido a sua amizade duvidosa. Entrei na briga, não contra o Messias e sim para ajudá-lo, pois achei tremenda covardia oito moleques baterem em um só. Oito contra dois. Apanhei bastante.
De repente aconteceu algo estranho. A molecada começou a cair de maduro na terra dura do campinho, um por um. Era o Luiz quem havia chegado. Ele num era nenhum fortão, mas era bom de rasteira. A molecada saiu correndo e eu todo machucado mal podia respirar. Meu ex-amigo Messias tava todo sujo de sangue que escorria do nariz. Nos olhamos e... Caímos na gargalhada. Éramos amigos novamente.
Tempos depois, já crescidos, cada um seguiu seu caminho.
O Luiz tornou-se professor de capoeira e foi morar em Pernambuco. O Messias perdeu a visão do olho esquerdo numa briga de bar, mais tarde tornou-se pastor evangélico da igreja pentecostal Deus é Amor. Eu?... Ah... Eu estou aqui contando nossa história.

REVELAÇÃO DO AMIGO SECRETO DO VALE DAS SOMBRAS PARA CAROL

Carol.

Carolina...

“Hina”

De Chico,

e do império francês;

soberana és,

como tua sina...

Dinastia...Carolíngia.



Já sabia

Por ter lido

Teus escritos

Que és magna

Poeta de mil alfarrábios

Mil e um lábios

Carol...

Jamais; bemol.

Posto que és plena

Posto que brilhas

Posto que é Sol!


Heloisa

segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

REVELAÇÃO DO AMIGO SECRETO DO VALE DAS SOMBRAS PARA LENI


Minha amiga Leni

Sempre admirei sua simpatia e despreendimento na página dos seus amigos!
Feliz por ter tirado vc e poder dizer que sou uma admiradora da tua postura!

beijos,

Carol

REVELAÇÃO DO AMIGO SECRETO DO VALE DAS SOMBRAS PARA HELOÍSA

Para Heloísa, minha amiga secreta do vale:

Hi Helo!

Helo Heloísa!
Nome que faz elo
Com o místico, o secreto
Imortal amor que se eterniza

Na fonte da beleza imperial Helenística
Singelo fragor que alimenta a vida
O som de uma flor
Cítara uníssona
Orquestra de cores, de amores, Hélen lírica.

Heliocêntricas Helô
Que o sol empresta a vista
A beleza, o sensor
Do calor do além...
Viva eloqüente,
Minha amiga, Helô,
Heloísa

Bruno Resende Ramos

domingo, 23 de dezembro de 2007

REVELAÇÃO DO AMIGO SECRETO DO VALE DAS SOMBRAS PARA BRUNO

Recado para o meu amigo secreto

Meu amigo secreto,
Não há mais porque esconder-me de ti.
Hoje, resolvi me revelar e acabei por me descobrir.

Sabes,
comecei a escrever para ti um poema.
Não gostei.

Falei, com meus botões,
é Natal!
Um conto... Sim, um conto de Natal.

Estreei pensando em ti.
Espero que gostes,
pois o fiz com carinho.

FELIZ NATAL e UM ANO NOVO DE MUITA PAZ!

Maria Goreti Rocha
Vila Velha/ES - 23/12/07



A HISTÓRIA DE ANA E JOAQUIM – UM CONTO DE NATAL.


Chamavam-no “Lobo Mau”. Era sisudo, magro, alto, olhos negros e grandes, nariz adunco, cabelos e barba desgrenhados, unhas grandes e sujas. Gostava da solidão e tinha como único companheiro um cão imundo a quem chamavam “o Pulguento”. Ninguém sabia, ao certo, onde morava. Sabia-se apenas que ele gostava de andar à noitinha, sob o clarão da lua.

Ana, uma pobre viúva, e sua filha Maria não o conheciam, mas tinham muito medo das estórias que contavam a respeito daquele homem.

Num belo dia de sol, estava Ana a lavar roupas à beira do riacho. Maria brincava com sua boneca. Eis que, de repente, ouviu-se um estrondo. O céu encobriu-se de nuvens escuras. O dia, antes claro, tornou-se negro como a noite. Raios cortavam o céu. Ana tomou Maria pela mão e correu em direção à sua casa. Maria, no entanto, fazia força para o lado oposto. Queria resgatar a boneca que ficara no chão. Tanto forçou que se soltou da mão de Ana e foi arrastada pela enxurrada para dentro do riacho. Desesperada, Ana lança-se nas águas na vã esperança de salvar a filha. Seu vestido ficara preso a um galho de árvore e ela escapara, milagrosamente, da fúria das águas. Desolada, decidiu voltar para casa, mas antes parou na igreja. Ajoelhou-se e implorou a Deus que lhe tirasse a vida, já que não teria coragem de fazê-lo, por si. Vencida pelo cansaço adormeceu e só acordou ao amanhecer. Ana olhou em derredor e viu a imagem do Cristo pregado na cruz. Logo abaixo, ao pé do altar, estava montado um presépio. Observou a representação da Sagrada Família: Maria, José e o Menino Jesus. Pensou na família que um dia tivera e que não mais existia. Olhou para o Menino no presépio e depois tornou a olhar para o Cristo crucificado. Pensou no sofrimento de Maria, Mãe de Jesus, ao ver seu filho na cruz. Ana pediu perdão a Deus e prometeu não mais chorar. Ela não estava triste, sentia-se morta. Sim, morta em vida.

Voltou à beira do riacho. Não encontrou a filha, mas a boneca estava lá, coberta de lama. Ana desenterrou-a, tomou-a em suas mãos e ali mesmo, no riacho, lavou-a. Depois seguiu para casa com a boneca na mão. Haveria de guardá-la para sempre como lembrança de sua pequena Maria.

Ao chegar em casa Ana encontrou a porta entreaberta. Na sala, deitado sobre o tapete, havia um cão. Sentado no sofá um homem magro, alto, olhos negros e grandes, nariz adunco, cabelos e barba longos e lisos, unhas grandes. Ana assustou-se, afinal, quem era aquele homem sentado no sofá de sua sala? Como ele conseguira entrar ali?

Era um homem sério, porém simpático e falante. Foi logo se apresentando.

- Bom dia, dona Ana! Chamo-me Joaquim, mas as pessoas chamam-me “Lobo Mau”. Mas não tema. Sou apenas um homem solitário. Sou viúvo. Minha mulher, com quem tive dois filhos, Clara e Francisco, morreu há dez anos e os meninos... Seus olhos encheram-se de lágrimas. Este cão é o meu único amigo.

Ana, muito abatida, limitou-se a ouvir o que aquele homem dizia. Ele prosseguiu:

- Há muito tempo venho observando a senhora e o zelo com que cuida de sua menina.

Ao ouvir falar na filha, os olhos de Ana encheram-se de lágrimas. Lembrou-se da promessa que fizera antes de sair da igreja e não chorou; apenas abraçou a boneca com força. Joaquim continuou seu discurso:

- Ontem eu estava escondido observando-as perto do riacho, quando começou o temporal. Presenciei o ocorrido. Vi quando a senhora atirou-se na água, mas eu estava do outro lado, distante demais para detê-la. Também não sei se conseguiria. Pude sentir a presença divina naquele galho de árvore na beira do riacho. Quis segui-la, mas seria mais um a nadar contra a correnteza. Assim que cessou a tempestade vim para cá, porém não a encontrei. Queria lhe dizer o quanto estou orgulhoso da senhora e trazer-lhe o meu presente de Natal!

Ana ergueu os olhos e comentou:

- Prometi ao Senhor, meu Deus, não mais chorar. Mas o Natal... Não sei... Não gosto do Natal. Por duas vezes passei pela mesma situação. Por duas vezes perdi pessoas amadas, nesta mesma data.

Joaquim retrucou:

- Senhora, a menina está viva! Ela está lá dentro, no quarto. Estava muito assustada. Só há pouco consegui fazê-la dormir. Ela é o presente que lhe trago no dia de hoje.

Ana correu para o quarto, ajoelhou-se aos pés da cama de Maria, pôs-se em oração. Agradeceu a Deus aquele milagre de Natal. Colocou a boneca ao lado de sua filhinha e voltou para a sala. O homem não estava mais lá.

Um carro parou na porta da casa de Ana. Marta, sua irmã, chegou acompanhada de um jovem casal – Clara e Francisco, de quinze e treze anos, respectivamente. Alheios ao acontecido na véspera, traziam presentes e alguns pratos prontos para a ceia.

Ana saiu para recebê-los e viu o homem se afastando. Chamou-o pelo nome.

- Joaquim, espera. Venha cear conosco esta noite. Dá-nos mais esta alegria.

Joaquim não respondeu e se foi.

Quando veio a noite o céu estava estrelado, a lua brilhava como nunca!
Ana, Marta, Clara e Francisco foram à igreja. Ao retornarem a porta estava entreaberta. No sofá da sala um homem alto, magro, olhos negros e grandes, nariz adunco, sorridente, cabelos curtos e barba bem feita, unhas aparadas e limpas. Não gostava da solidão e trazia consigo um companheiro - um cão branquinho, limpo, chamado Noel.
Antes que Ana pudesse dizer alguma coisa ele disse:

- Aceitei o convite e vim participar da ceia e comemorar o Natal em família. Há muitos anos não sei o que é ter família.

Com os olhos marejados, Joaquim começou a contar a sua história.

- Eram 23 de dezembro. Minha mulher e eu saímos para comprar brinquedos para colocarmos aos pés da árvore de Natal. As crianças ficaram em casa. Ao voltarmos não as encontramos. Buscamos por todos os lugares. Passados dois dias meu cachorro encontrou suas roupinhas à beira do riacho. Minha mulher ficou doente. Morreu de paixão. A partir do acontecido, volto ao riacho diariamente para rezar por minhas crianças. Ontem, mais um 23 de dezembro, vi sua menina cair no riacho e, logo depois, a senhora. Fiquei desesperado. Mais uma vez meu “Pulguento” estava lá. E foi com sua ajuda que consegui tirar sua filhinha da água e trazê-la para cá.

Clara e Francisco se olharam, olharam para Marta e para Ana. Deram-se as mãos enquanto observavam o desconhecido.

- Joaquim, ouça, disse-lhe Ana. Há dez anos, meu marido e eu estávamos sentados à beira do riacho. Eu estava grávida de Maria. Eu estava com os pés dentro d’água e ele estava deitado com a cabeça em meu colo. De repente ouvimos um barulho, seguido de outro. Meu marido levantou-se e viu duas crianças sendo levadas pela correnteza. Ele conseguiu salvá-las, mas não conseguiu salvar a si. Entrei em estado de choque. Fiquei sabendo, mais tarde, do que havia acontecido por intermédio de minha irmã, que mora na cidade. Foi ela quem cuidou das crianças. Não sabíamos quem eram, nem quem eram os seus pais.

Aproximando-se, apresentou Marta e os dois jovens a Joaquim.

- Joaquim! Esta é Marta, minha irmã. Estes, Clara e Francisco.

Ana e Joaquim olharam-se profundamente. Não havia mais nada a ser dito. Seus olhos brilhavam de surpresa e contentamento.

Maria brincava com sua boneca e com seu novo amiguinho Noel. E todos cantaram a canção “Noite Feliz”, tendo como orquestra o som do riacho e o canto dos grilos e sapos.

Joaquim, Ana e Maria formaram uma nova família. Clara e Francisco voltaram com Marta para cidade por causa dos estudos, mas sempre que podiam vinham visitar o pai.
Joaquim reconquistara sua fama de homem de bem.

O povo da região nunca mais ouviu falar do “Lobo Mau” e do seu cachorro “Pulguento”.

Autor: ©Maria Goreti Rocha
Vila Velha/ES – 23/12/07


REVELAÇÃO DO AMIGO SECRETO DO VALE DAS SOMBRAS PARA O PALHAÇO


ESSA FOI UMA BRINCADEIRA DIFERENTE, AGRADÁVEL E QUE NOS FEZ SORRIR, COISA DIFÍCIL HOJE EM DIA. ISSO SEM CONTAR NA NOVA AMIZADE QUE SURGE. ESPERO QUE TENHA SE DIVERTIDO TANTO QUANTO EU.
FELIZ NATAL E UM BOM 2008 PARA VOCÊ E TODA A SUA FAMÍLIA.

DIOGO

Para meu amigo Secreto Doctor




Amigo Doctor!!!


Foi com muito carinho que recebi vc como um amigo secreto!


e achei muito legal de sua parte participar com comentários


nas postagens....


Espero que 2008 possa lhe trazer muitas alegrias....amigos


amor e muita paz.


São Meus votos para vc com todo carinho....


Um Feliz Natal....


este é meu presente prá vc......


Mil beijosssss de coração.


Leni







sábado, 22 de dezembro de 2007

Para Jully da Flá


"A única anomalia é a incapacidade de amar"
"Não vemos as coisas como elas são, nós a vemos como somos"
"A vida se encolhe ou se expande proporcionalmente à coragem de cada um"
"Pessoas vivendo intensamente não tem medo da morte"
"E chegou o dia em que o risco de permanecer apertada no botão era mais doloroso que o risco necessário para florir"

Pensamentos de Anais Nin