quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
CONCURSO DO VALE DAS SOMBRAS EDIÇÃO DE 4º ANIVERSÁRIO!
ESTAMOS EM FASE DE VOTAÇÃO
PARA PARTICIPAR ENVIE ATÉ TRÊS POEMAS EM ESTILO GÓTICO OU ERÓTICO PARA:
aninhalopes0000@gmail.com
ou
memortesp@gmail.com
ou
valedassombrasmemorte@gmail.com
OS POEMAS DEVERÃO TER O TAMANHO DE ATÉ DUAS POSTAGENS E DEVERÃO SEGUIR AS REGRAS ESTIPULADAS NO REGULAMENTO OFICIAL.
O RESULTADO SE DARÁ NO DIA DO ANIVERSÁRIO DO VALE DAS SOMBRAS - DIA 23/02/2010
INICIO DO ENVIO DOS POEMAS: 18/01/2010 até 05/02/2010
VOTAÇÃO: 06/02/2010 até 20/02/2010
RESULTADO: 23/02/2010
regulamento oficial dos concursos do vale
Me Morte
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
PARA MEU AMIGO SECRETO EMERSON SARMENTO
Sempre que duas pessoas se perdoam mutuamente,
É Natal.
Sempre que você mostra compreensão
para com seus filhos,
É Natal.
Sempre que você ajuda a alguem,
É Natal.
Sempre que alguém se decide a viver honestamente,
É Natal.
Sempre que nasce uma criança,
É Natal.
Sempre que você experimentar dar a
tua vida um novo sentido,
É Natal.
Sempre que você se olha com os olhos do "coração",
com um sorriso nos lábios
É Natal,
pois nasceu o Amor,
pois nasceu a Paz,
pois nasceu a Justiça
pois nasceu a Esperança,
pois nasceu a Alegria,
Pois nasceu Cristo, Nosso Senhor!
Desejo um futuro feliz para todos e um Feliz Natal!
É Natal.
Sempre que você mostra compreensão
para com seus filhos,
É Natal.
Sempre que você ajuda a alguem,
É Natal.
Sempre que alguém se decide a viver honestamente,
É Natal.
Sempre que nasce uma criança,
É Natal.
Sempre que você experimentar dar a
tua vida um novo sentido,
É Natal.
Sempre que você se olha com os olhos do "coração",
com um sorriso nos lábios
É Natal,
pois nasceu o Amor,
pois nasceu a Paz,
pois nasceu a Justiça
pois nasceu a Esperança,
pois nasceu a Alegria,
Pois nasceu Cristo, Nosso Senhor!
Desejo um futuro feliz para todos e um Feliz Natal!
sábado, 12 de dezembro de 2009
PARA MEU AMIGO SECRETO ROMMEL WERNECK
Para o Rommel
Grande beijo
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
AO MEU AMIGO SECRETO ROMMEL WERNECK
Caro amigo secreto Rommel
Tenho vasculhado seu perfil e descobri que você está fazendo Letras e gosta do William Blake. Conheço pouco desse poeta, só sei que meu filho gosta dele também e meu filho é uma pessoa de bom gosto, portanto ele deve ser bom. Você poderia postar lá no vale quais os livros do Blake que você já ou que livro gostaria de ganhar.
P.S. : O afeto é uma coisa interessante. Nem te conheço, mas só de ter tirado já sinto carinho por você. Abraços
O Jardim do Amor
Tendo ingressado no Jardim do Amor,
Deparei-me com algo inusitado:
Haviam construído uma Capela
No meio, onde eu brincava no gramado.
E ela estava fechada; "Tu não podes"
Era a legenda sobre a porta escrita.
Voltei-me então para o Jardim do Amor,
Onde crescia tanta flor bonita,
E recoberto o vi de sepulturas
E lousas sepulcrais, em vez de flores;
E em vestes negras e hediondas os padres faziam rondas,
E atavam com nó espinhoso meus desejos e meu gozo.
Tenho vasculhado seu perfil e descobri que você está fazendo Letras e gosta do William Blake. Conheço pouco desse poeta, só sei que meu filho gosta dele também e meu filho é uma pessoa de bom gosto, portanto ele deve ser bom. Você poderia postar lá no vale quais os livros do Blake que você já ou que livro gostaria de ganhar.
P.S. : O afeto é uma coisa interessante. Nem te conheço, mas só de ter tirado já sinto carinho por você. Abraços
O Jardim do Amor
Tendo ingressado no Jardim do Amor,
Deparei-me com algo inusitado:
Haviam construído uma Capela
No meio, onde eu brincava no gramado.
E ela estava fechada; "Tu não podes"
Era a legenda sobre a porta escrita.
Voltei-me então para o Jardim do Amor,
Onde crescia tanta flor bonita,
E recoberto o vi de sepulturas
E lousas sepulcrais, em vez de flores;
E em vestes negras e hediondas os padres faziam rondas,
E atavam com nó espinhoso meus desejos e meu gozo.
PARA MINHA AMIGA SECRETA SANDRA
Amiga, fiquei muito feliz de ser você a minha amiga secreta. Para você com carinho:
Florbela Espanca
Conto De Fadas.
Eu trago-te nas mãos o esquecimento
Das horas más que tens vivido, Amor!
E para as tuas chagas o ungüento
Com que sarei a minha própria dor.
Os meus gestos são ondas de Sorrento...
Trago no nome as letras duma flor...
Foi dos meus olhos garços que um pintor
Tirou a luz para pintar o vento...
Dou-te o que tenho: o astro que dormita,
O manto dos crepúsculos da tarde,
O sol que é de oiro, a onda que palpita.
Dou-te, comigo, o mundo que Deus fez!
Eu sou Aquela de quem tens saudade,
A princesa de conto: "Era uma vez..."
Florbela Espanca
Conto De Fadas.
Eu trago-te nas mãos o esquecimento
Das horas más que tens vivido, Amor!
E para as tuas chagas o ungüento
Com que sarei a minha própria dor.
Os meus gestos são ondas de Sorrento...
Trago no nome as letras duma flor...
Foi dos meus olhos garços que um pintor
Tirou a luz para pintar o vento...
Dou-te o que tenho: o astro que dormita,
O manto dos crepúsculos da tarde,
O sol que é de oiro, a onda que palpita.
Dou-te, comigo, o mundo que Deus fez!
Eu sou Aquela de quem tens saudade,
A princesa de conto: "Era uma vez..."
PARA MEU AMIGO SECRETO ROMMEL WERNECK
Balada do Enterrado Vivo -
Vinícius de Moraes
Na mais medonha das trevas
Acabei de despertar
Soterrado sob um túmulo.
De nada chego a lembrar
Sinto meu corpo pesar
Como se fosse de chumbo.
Não posso me levantar
Debalde tentei clamar
Aos habitantes do mundo.
Tenho um minuto de vida
Em breve estará perdida
Quando eu quiser respirar.
Meu caixão me prende os braços.
Enorme, a tampa fechada
Roça-me quase a cabeça.
Se ao menos a escuridão
Não estivesse tão espessa!
Se eu conseguisse fincar
Os joelhos nessa tampa
E os sete palmos de terra
Do fundo à campa rasgar!
Se um som eu chegasse a ouvir
No oco deste caixão
Que não fosse esse soturno
Bater do meu coração!
Se eu conseguisse esticar
Os braços num repelão
Inda rasgassem-me a carne
Os ossos que restarão!
Se eu pudesse me virar
As omoplatas romper
Na fúria de uma evasão
Ou se eu pudesse sorrir
Ou de ódio me estrangular
E de outra morte morrer!
Mas só me resta esperar
Suster a respiração
Sentindo o sangue subir-me
Como a lava de um vulcão
Enquanto a terra me esmaga
O caixão me oprime os membros
A gravata me asfixia
E um lenço me cerra os dentes!
Não há como me mover
E este lenço desatar
Não há como desmanchar
O laço que os pés me prende!
Bate, bate, mão aflita
No fundo deste caixão
Marca a angústia dos segundos
Que sem ar se extinguirão!
Lutai, pés espavoridos
Presos num nó de cordão
Que acima, os homens passando
Não ouvem vossa aflição!
Raspa, cara enlouquecida
Contra a lenha da prisão
Pesando sobre teus olhos
Há sete palmos de chão!
Corre mente desvairada
Sem consolo e sem perdão
Que nem a prece te ocorre
À louca imaginação!
Busca o ar que se te finda
Na caverna do pulmão
O pouco que tens ainda
Te há de erguer na convulsão
Que romperá teu sepulcro
E os sete palmos de chão:
Não te restassem por cima
Setecentos de amplidão!
Vinícius de Moraes
Na mais medonha das trevas
Acabei de despertar
Soterrado sob um túmulo.
De nada chego a lembrar
Sinto meu corpo pesar
Como se fosse de chumbo.
Não posso me levantar
Debalde tentei clamar
Aos habitantes do mundo.
Tenho um minuto de vida
Em breve estará perdida
Quando eu quiser respirar.
Meu caixão me prende os braços.
Enorme, a tampa fechada
Roça-me quase a cabeça.
Se ao menos a escuridão
Não estivesse tão espessa!
Se eu conseguisse fincar
Os joelhos nessa tampa
E os sete palmos de terra
Do fundo à campa rasgar!
Se um som eu chegasse a ouvir
No oco deste caixão
Que não fosse esse soturno
Bater do meu coração!
Se eu conseguisse esticar
Os braços num repelão
Inda rasgassem-me a carne
Os ossos que restarão!
Se eu pudesse me virar
As omoplatas romper
Na fúria de uma evasão
Ou se eu pudesse sorrir
Ou de ódio me estrangular
E de outra morte morrer!
Mas só me resta esperar
Suster a respiração
Sentindo o sangue subir-me
Como a lava de um vulcão
Enquanto a terra me esmaga
O caixão me oprime os membros
A gravata me asfixia
E um lenço me cerra os dentes!
Não há como me mover
E este lenço desatar
Não há como desmanchar
O laço que os pés me prende!
Bate, bate, mão aflita
No fundo deste caixão
Marca a angústia dos segundos
Que sem ar se extinguirão!
Lutai, pés espavoridos
Presos num nó de cordão
Que acima, os homens passando
Não ouvem vossa aflição!
Raspa, cara enlouquecida
Contra a lenha da prisão
Pesando sobre teus olhos
Há sete palmos de chão!
Corre mente desvairada
Sem consolo e sem perdão
Que nem a prece te ocorre
À louca imaginação!
Busca o ar que se te finda
Na caverna do pulmão
O pouco que tens ainda
Te há de erguer na convulsão
Que romperá teu sepulcro
E os sete palmos de chão:
Não te restassem por cima
Setecentos de amplidão!
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
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